7 em cada 10 brasileiros já usam IA pra comparar preço antes de comprar: o que isso exige de quem vende atendimento

Sete em cada dez brasileiros já usam inteligência artificial pra comparar preço, pesquisar produto ou apoiar uma decisão de compra, segundo pesquisa da Morning Consult encomendada pela Visa. No Brasil, bandeiras como Visa, Mastercard e Elo já testam pagamentos feitos por agentes de IA, que compram sozinhos depois de autorização prévia do cliente. Essa automação já funciona bem pra produto padronizado, com preço e especificação fixos. Quem vende um serviço negociado, como um carro, uma reforma ou um seguro, ainda fecha a venda numa conversa real, conduzida por alguém até o fim.
O que já está rodando no Brasil
Em março de 2026, a Visa concluiu as primeiras operações de compra feitas inteiramente por agentes de inteligência artificial no país, usando cartões emitidos pelo Banco do Brasil e pelo Santander. O mecanismo é simples: o cliente dá uma autorização prévia, o cartão fica habilitado pra esse tipo de operação, e o assistente de IA paga em nome dele, com a Visa cuidando da autenticação e da segurança. Cerca de dez dias depois, a Mastercard fez o mesmo com cartões do Itaú e do Santander, em compras reais que foram de maquiagem a item de supermercado. A Elo testa o mesmo modelo em parceria com a Decolar. A consultoria McKinsey projeta que esse tipo de compra autônoma pode movimentar US$ 5 trilhões no mundo até 2030.
O cliente já pesquisa com IA antes de falar com você
Mesmo fora desses pilotos, o consumidor já usa IA no meio do caminho até a compra. Pesquisa da Nuvemshop com a Opinion Box mostra que 46% dos consumidores brasileiros já usaram inteligência artificial pra comprar online. Entre quem usou, os usos mais comuns foram comparar produtos (48%) e tirar dúvida técnica (48%), à frente até de pedir sugestão de presente (33%).
Pensa numa concessionária de carros seminovos. O cliente chega hoje já sabendo o modelo que quer, a faixa de preço da região e a ficha técnica de cor, porque perguntou tudo isso pra um assistente de IA antes de sair de casa. O vendedor que trata essa visita como uma primeira conversa de apresentação perde tempo repetindo o que o cliente já sabe, e o cliente percebe.

Onde a automação para e o vendedor decide
Comparar preço de item padronizado é tarefa fácil pra um agente de IA. Negociar o valor de troca de um carro usado, aprovar uma condição de financiamento, agendar um test-drive no horário certo e fechar as condições finais da venda são etapas que ainda dependem de alguém conduzindo a conversa. O mesmo vale pra uma reforma ou uma apólice de seguro: a IA ajuda o cliente a comparar valores de referência, mas quem mede o espaço, monta o orçamento certo pro projeto ou calcula a cobertura ideal, e acompanha até a assinatura, é a equipe.

O que isso exige do processo comercial
Como já mostramos no post sobre o consumidor que pesquisa semanas antes de decidir uma compra, o cliente chega cada vez mais informado, e isso muda o que ele espera do primeiro contato. É aí que entra o processo comercial que a Way monta com os clientes: um script de atendimento que já parte do ponto em que o cliente está, sem repetir o óbvio, e um CRM que mostra se esse lead já pesquisou, comparou preço ou está só começando a olhar.
A Way ajusta esse roteiro pro tipo de negócio. Uma concessionária precisa de resposta rápida sobre estoque e condição de pagamento. Uma seguradora precisa de clareza sobre cobertura e preço já na primeira mensagem. O que muda é o nível de detalhe esperado, porque boa parte da pesquisa o cliente já trouxe pronta.
O fechamento continua sendo humano
A IA que compara preço e até paga sozinha por um produto padronizado não substitui quem negocia, tira dúvida fora do script e segura o cliente até a assinatura. Se sua empresa já sente que o cliente chega mais informado e quer transformar isso numa conversa de venda mais rápida, vale falar com a Way e ver como o atendimento pode acompanhar esse novo ritmo.
Isso está acontecendo no seu negócio também?
Se o tráfego já traz gente e o faturamento não acompanha, o problema costuma estar no processo comercial, não na campanha. A Way analisa sua situação e mostra onde estruturar isso.
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